Meia do Liverpool reedita parceria da sub-17 com Neymar e reencontra Oscar, Alex Sandro e Danilo, colegas na sub-20, além de outros quatro convocados na sua estreia
Quando ainda era promessa do Vasco, Coutinho atuou pela seleção sub-17, no Sul-Americano e Mundial da categoria, em 2009. Na época, conheceu Neymar - os dois começaram uma amizade que dura até hoje, apesar de o futebol praticamente não proporcionar reencontros. O relacionamento com o trio restante é consequência do Mundial Sub-20 de 2011, disputado na Colômbia e marcante por ser o pentacampeonato e então último título de peso das categorias de base da equipe nacional.
- Tive só uma chance com Mano e depois acabei não voltando. Agora recebo essa nova oportunidade. Acho que estou um pouco mais preparado. Também será excelente para rever todos esses amigos que fiz na base da Seleção – disse Coutinho, à espera de um reencontro também com Jefferson, David Luiz, Elias e Ramires, presentes naquela equipe de Mano que disputou amistoso contra o Irã, no Catar.
São, portanto, oito velhos conhecidos de Coutinho. O número poderia ser maior caso Luiz Felipe Scolari tivesse incluído a joia do Liverpool entre os 23 que disputaram a Copa de 2014. O meia já estava em evidência nos Reds, vice-campeões da Premier League, mas não acredita que a convocação tenha vindo atrasada.
- Já esperava não ter jogado a Copa do Mundo, até porque não vinha sendo convocado pelo Felipão. Então, não criei expectativa alguma. Espero aproveitar a chance dessa vez. Se ela veio tarde ou não eu não sei, mas por ter apenas 22 anos sei que posso evoluir bastante e continuar sendo chamado.
NO LIVERPOOL, COUTINHO “CHEGOU CHEGANDO”
- No meu clube, o treinador (Brendan Rodgers) varia bastante. Sempre tem rotatividade grande, às vezes eu jogo aberto, às vezes como "10", outras vezes um pouco recuado. Eu me sinto à vontade no meio para frente. Enfim, acho que tendo a oportunidade na Seleção não tem muito que escolher. É dar o máximo e tentar buscar a vaga.
Coutinho sabe que a mudança da Itália para a Inglaterra foi fundamental em sua carreira.
- No Liverpool, eu estou tendo mais oportunidade de jogar, uma continuidade boa. No ano passado, joguei grande parte dos jogos, um pouco mais preparado do que da primeira convocação que tive. Tenho um ano e meio de Premier League, é um campeonato bastante exigido. Então, creio que na intensidade, no jogo, na forma de ser intensivo, melhorei um pouco. Claro que, aos poucos, eu vou aprendendo, melhorando a forma de jogar aqui, mas é muito rápido, pegado, gostoso de jogar. Os gramados aqui são perfeitos, ajuda todos os jogadores, não tem muito desculpa quando erra um passe.
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